Mais de mil personalidades do mundo da cultura e das artes assinaram uma carta aberta em defesa da especificidade do ensino superior artístico, alertando que o futuro deste modelo "diz respeito a todo o País e à sociedade em geral".
O documento, que será enviado ao ministro da Educação, Ciência e Inovação no próximo dia 27 de julho, surgiu na sequência de uma iniciativa de mais de 130 docentes da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, que já tinham apelado ao Governo para proteger as particularidades do ensino artístico.
Entre os subscritores estão nomes como Vhils (Alexandre Farto), Pedro Cabrita Reis, João Salaviza, Clara Andermatt e os ex-ministros da Cultura Graça Fonseca e Pedro Adão e Silva.
A preocupação prende-se com a proposta de revisão do Regime Jurídico dos Graus e Diplomas do Ensino Superior, que poderá impedir docentes reconhecidos pela sua experiência artística e profissional de orientarem mestrados e doutoramentos, caso não estejam integrados em unidades de investigação com determinadas classificações.
Os subscritores defendem que a experiência profissional é essencial na formação dos alunos, lembrando que um estudante de teatro precisa não só de aprender a teoria, mas também de ser acompanhado por atores e encenadores em atividade para ter contacto com a realidade da profissão.

















