Jan Bednarek, de 30 anos, garante estar totalmente identificado com a exigência e a cultura do FC Porto. Após a vitória por 2-0 sobre o Alverca, na primeira jornada da Liga, o defesa-central polaco falou à Eleven Sports da Polónia sobre a rivalidade com Lisboa, a dureza da pré-época e a evolução desde que chegou ao Dragão.
“Não posso usar corações vermelhos”, começou por brincar Bednarek, antes de reconhecer que a questão é levada a sério no universo portista: “Já todos sabemos que no WhatsApp enviamos corações azuis, não falamos de Lisboa, não vamos a Lisboa, porque o Porto é fantástico e aqui somos todos felizes.”
O internacional polaco subscreveu também a ideia de que o Porto é uma cidade que “trabalha no duro”. “Nunca tive uma pré-época tão dura na minha carreira. Tivemos de quebrar barreiras mentais, meter o turbo, foi difícil.” Bednarek assegurou, porém, que “o trabalho árduo compensa” e que ninguém no plantel se queixou, porque o objetivo era chegar à temporada nas melhores condições.
O patrão da defesa dos dragões destacou ainda a evolução conseguida desde que veste de azul e branco: “Na construção de jogo. Trabalhamos muito para encontrar espaços e sair sob pressão. Também no um contra um defensivo. O meu posicionamento melhorou e ganho muitos duelos.”
A experiência é, segundo Bednarek, fundamental para controlar os adversários, através de pormenores como “saber de que lado pressionar” ou “para que pé orientar o adversário”.
Mas há uma característica que o polaco coloca acima das restantes: “Se tivesse de destacar uma coisa, seria a consistência.” Na entrevista, recordou, por fim, que jogou quase sempre na época passada e conseguiu “manter o nível a cada três dias, sem baixar a fasquia”.
Crédito: @fcporto

















