A defesa de Jair Bolsonaro, de 71 anos, apresentou a Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para prolongar a prisão domiciliária do ex-presidente. Os advogados alegam que Bolsonaro continua a necessitar de acompanhamento médico e de mais tempo para recuperação, tendo entregue novos relatórios clínicos para sustentar a solicitação.
O pedido surge no mesmo dia em que Bolsonaro prestou depoimento no âmbito da investigação sobre uma pistola Glock calibre 9 mm registada em seu nome. A arma foi apreendida na semana passada pela Polícia Civil do Distrito Federal durante uma abordagem a um veículo utilizado pela equipa de segurança do ex-presidente. O armamento encontrava-se na posse de um militar que integra o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Segundo a versão apresentada pela defesa, a pistola era transportada para manutenção devido a uma avaria mecânica e seria devolvida a Bolsonaro após a reparação. Os advogados afirmam que toda a documentação da arma está regularizada e que não existiu qualquer tentativa de ocultar o seu paradeiro ou de desrespeitar as determinações judiciais impostas ao ex-presidente.
Com base nesses argumentos, a defesa pediu o arquivamento da investigação aberta pela Polícia Civil, considerando que o caso já foi devidamente esclarecido. Agora, Alexandre de Moraes deverá analisar tanto o pedido de prolongamento da prisão domiciliária como os esclarecimentos prestados sobre a arma apreendida, decidindo os próximos passos dos dois processos.

















