Uma nova obra de arte de Bordalo II foi oficialmente lançada esta quarta-feira, dia 7, em Díli, Timor-Leste, numa iniciativa que junta arte, sustentabilidade e sensibilização para a proteção dos oceanos.

Intitulada 'Jumping Dolphins', a peça representa dois golfinhos, uma mãe e a sua cria, a saltar em direção ao mar. A obra foi instalada na fachada exterior do edifício do BNU, no centro da capital timorense, e foi construída a partir de resíduos, incluindo lixo eletrónico e plástico.

"É uma imagem sobre os oceanos que nos rodeia e que nos sustenta, sobre a família e sobre o futuro que queremos deixar para os jovens. Que aquilo que era lixo possa voltar a ser beleza, isto é a mensagem desta obra”, explicou Luís Simões, da Fundação Tasi Fest.

A obra pretende também levar uma mensagem ambiental a quem passa diariamente pelo centro de Díli. “Fala para quem passa todos os dias, de graça”, destacou Luís Simões, defendendo que a arte pode ter um papel importante na educação e na sensibilização da população.

“É a cultura que educa, é a educação que embeleza a cidade, é o convite a cada timorense para olhar para o oceano como aquilo que é a nossa maior riqueza aqui em Timor e a nossa maior responsabilidade também”, acrescentou.

A peça foi construída durante a edição deste ano do TT Tasi Fest, um festival de música que promove igualmente a sustentabilidade, a proteção dos oceanos e o consumo responsável. O projeto contou com o apoio da Arte Moris, a primeira escola de belas-artes, centro cultural e associação de artistas de Timor-Leste, fundada em Díli em 2003.

O projeto teve ainda apoio financeiro do BNU Timor. O lançamento integra uma iniciativa da instituição destinada a apoiar a arte em Timor-Leste e, simultaneamente, a promover a consciencialização ambiental.

Esta não é a primeira vez que Bordalo II leva a sua arte sustentável a Díli. Em novembro de 2023, o artista português esteve na capital timorense a convite da União Europeia, onde criou um mural de uma tartaruga utilizando lixo recolhido na cidade.

A obra pretendia então alertar para a poluição provocada pelos plásticos e para a importância da proteção da biodiversidade.