O governo brasileiro anunciou um dos maiores programas de apoio à agricultura da sua história. O novo Plano Safra 2026/2027 vai disponibilizar mais de 610 mil milhões de reais, cerca de 93 mil milhões de euros, em crédito para financiar a produção agrícola em todo o país.
Desse total, 525,1 mil milhões de reais, cerca de 80 mil milhões de euros, destinam-se à agricultura empresarial, enquanto aproximadamente 85 mil milhões de reais, cerca de 13 mil milhões de euros, serão canalizados para a agricultura familiar.
Os recursos serão utilizados para financiar o custo das explorações agrícolas, a comercialização das colheitas e investimentos em novas máquinas, sistemas de irrigação, armazenagem, inovação tecnológica e práticas de produção mais sustentáveis.
O governo também reduziu as taxas de juro de algumas das principais linhas de crédito, que passam a variar entre 8% e 12,5% ao ano, numa tentativa de aliviar os custos dos produtores e aumentar a competitividade do setor.
Embora o modelo brasileiro seja diferente do europeu, o objetivo é semelhante. Na União Europeia (UE), os agricultores recebem milhares de milhões de euros em apoios através da Política Agrícola Comum (PAC), que combina subsídios diretos e incentivos ao desenvolvimento rural. No Brasil, o apoio chega sobretudo através de linhas de crédito com juros bonificados, permitindo aos produtores investir, aumentar a produção e enfrentar períodos de instabilidade económica ou climática.
O governo brasileiro defende que o Plano Safra reforçará a segurança alimentar, criará emprego nas zonas rurais e consolidará o Brasil como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Com um volume de financiamento superior a 93 mil milhões de euros, o programa aproxima-se, em dimensão, dos maiores mecanismos públicos de apoio à agricultura existentes a nível internacional.
Fotos: Ricardo Stuckert / Sbt News

















