O ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, Mauro Vieira, revelou que os Estados Unidos exigiram uma abertura “total, irrestrita e exclusiva” de vários setores da economia brasileira, sem oferecer qualquer contrapartida para os produtos nacionais. Segundo o chefe da diplomacia brasileira, a proposta representava uma tentativa de “capitulação” do país durante as negociações comerciais.

Vieira acusou Washington de apresentar exigências consideradas desproporcionadas e justificou que o governo brasileiro recusou ceder às pretensões norte-americanas. O ministro respondeu ainda às críticas do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmando que a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reflete a defesa da soberania do país e dos interesses das empresas e dos trabalhadores.

O ministro recordou que Brasil e Estados Unidos realizaram mais de 30 reuniões desde março de 2025 para tentar chegar a um entendimento comercial. Apesar das negociações, estes avançaram com uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras, medida que o governo de Lula considera injustificada e com motivações políticas.