Três suspeitos de integrarem uma rede dedicada às chamadas burlas do “Olá, pai" e "Olá, mãe” escaparam às autoridades (estão no Brasil), enquanto outros nove arguidos estão a ser julgados no Tribunal de Cascais.
O grupo, segundo o Correio da Manhã, terá atuado durante vários meses, entre outubro de 2023 e maio de 2024, conseguindo arrecadar milhares de euros através de um esquema que explora sobretudo a relação entre pais e filhos.
A fraude começa habitualmente com uma mensagem enviada para o telemóvel da vítima, na qual o burlão se faz passar por um filho ou familiar e alega ter mudado de número. Depois de ganhar a confiança do destinatário, pede transferências de dinheiro, invocando uma situação urgente.
De acordo com o jornal, pelo menos três suspeitos conseguiram escapar antes de a Polícia Judiciária desencadear a operação destinada a desmantelar a rede. Um dos fugitivos terá conseguido amealhar quase 200 mil euros, enquanto outro terá enviado cerca de 40 mil euros para contas bancárias no Brasil.
No banco dos réus encontram-se agora nove arguidos. A situação processual não é igual para todos: um está em prisão preventiva, outro encontra-se em prisão domiciliária e os restantes estão em liberdade.
O julgamento procura agora apurar as responsabilidades individuais numa estrutura que terá movimentado elevados montantes através de múltiplas vítimas. Ao mesmo tempo, as autoridades continuam a tentar localizar os suspeitos que conseguiram escapar à operação policial e que permanecem fora do alcance da Justiça.

















