Luísa Ribeiro, uma das candidatas à nova administração da RTP, mantém um processo judicial contra o Estado e contra a Presidência do Conselho de Ministros, entidade que tutela a televisão pública.

O caso está relacionado com a saída da economista do conselho diretivo da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e corre no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, segundo revelou o ECO.

A antiga administradora financeira da RTP, entre 2021 e 2024, integra agora uma das quatro duplas que disputam a liderança da estação pública, ao lado do ex-jornalista Luís Castro. O processo de escolha é conduzido pelo Conselho Geral Independente (CGI).

A polémica remonta a agosto de 2025. Luísa Ribeiro, então membro do conselho diretivo da AIMA, apresentou a demissão, alegando razões pessoais, poucos dias antes de completar um ano no cargo. Posteriormente, enviou uma nova carta, sustentando que o pedido ainda não tinha sido formalmente aceite e que os constrangimentos pessoais estavam ultrapassados, reclamando a reintegração.

O Governo acabou por formalizar a exoneração com efeitos reportados à data do pedido de demissão. A gestora considerou o procedimento ilegal e avançou para tribunal. Contactada pelo ECO, não quis comentar o processo.

A candidatura apresenta ainda outra particularidade: Luísa Ribeiro é casada com um membro do Conselho de Opinião da RTP. Este órgão não escolhe diretamente a administração, mas designa dois representantes para o CGI. A avaliação das candidaturas deverá arrancar em outubro, começando por entrevistas conduzidas pela Boyden e seguindo-se a apresentação dos projetos ao Conselho Geral Independente.