O Conselho Geral Independente (CGI) da RTP escolheu esta sexta-feira, dia 6, a dupla Nicolau Santos e Hugo Figueiredo para presidente e vogal não financeiro do Conselho de Administração da empresa pública no mandato 2027–2029. Os outros três projetos que estavam em concurso foram preteridos.

Para Nicolau Santos, de 72 anos, este será o terceiro mandato como presidente da RTP, que lidera desde 2021. Hugo Figueiredo, administrador com o pelouro dos conteúdos, está no Conselho de Administração desde 2018 e chega assim ao quarto mandato.

A decisão foi tomada na reunião do CGI desta sexta-feira, que avaliou as candidaturas apresentadas ao abrigo do convite à manifestação de interesse divulgado a 10 de julho. Os dois gestores serão agora indigitados, nos termos da alínea d) do artigo 11.º dos Estatutos da RTP. O comunicado do CGI não indica a votação nem os fundamentos da escolha.

Ficaram pelo caminho três duplas. Luís Castro, apresentador do programa Sociedade Civil, na RTP2, e antigo subdiretor de Informação da estação, concorria com Luísa Ribeiro, que foi administradora financeira da RTP entre 2021 e 2024, na equipa de Nicolau Santos. Francisco Teixeira, antigo jornalista e country manager do grupo WPP em Portugal, apresentou-se com Gustavo dos Santos Lima, responsável de marketing de ecossistema e assinaturas da Google para a Europa, Médio Oriente e África, numa candidatura tida pela indústria como a preferida do Governo. Pedro Mota Carmo, ex-presidente executivo da NOS Lusomundo Audiovisuais, da NOS Lusomundo Cinemas e da Dreamia, repetia a candidatura de 2021, desta vez ao lado de Paulo Campos Costa, presidente da Fundação Luso-Brasileira desde 2022 e antigo diretor global de marca, marketing e comunicação da EDP, uma candidatura que tamem tinha fortes apoios no seio do PSD.

Falta ainda escolher o vogal responsável pela área financeira, num procedimento separado que continua a decorrer e ao qual se apresentaram sete candidatos.

É a segunda vez que a administração da RTP é escolhida por concurso. Na primeira, em 2021, concorreram 12 duplas e o CGI optou pela mesma equipa agora reconduzida, que voltou a ser indigitada em 2024. Em ambos os processos, o CGI contou com a assessoria da consultora de recrutamento Boyden. Em 2021, a escolha ficou marcada pela polémica em torno do contrato com a Boyden, assinado pelo próprio Hugo Figueiredo enquanto administrador, quando era também candidato. O CGI negou, na altura, qualquer conflito de interesses.