Francisco Conceição, de 23 anos, foi o rosto da Seleção Nacional na conferência de imprensa de antevisão do encontro com o Uzbequistão, para a segunda jornada da fase de grupos do Mundial de 2026. O extremo da Juventus abordou vários temas da atualidade da equipa das quinas, mas duas declarações acabaram por marcar a conversa com os jornalistas: a rejeição da ideia de que Portugal joga exclusivamente para Cristiano Ronaldo e a recusa em assumir a alcunha de "espalha-brasas", atribuída pelo selecionador Roberto Martínez.
Questionado sobre a influência do capitão no jogo ofensivo da equipa das quinas, Francisco Conceição procurou afastar qualquer ideia de dependência: "Não somos obrigados a passar a bola ao Cristiano Ronaldo. Claro que sabemos da qualidade dele e tentamos aproveitar as suas características, mas tomamos as decisões em função do que o jogo pede."
A resposta surge numa altura em que parte da crítica tem apontado para uma excessiva procura do capitão de Portugal por parte dos colegas, sobretudo em zonas de finalização. Conceição insistiu, contudo, que a equipa privilegia as melhores soluções coletivas e não atua em função de um único jogador.
Outro dos momentos mais marcantes da conferência aconteceu quando lhe foi recordada a alcunha de "espalha-brasas", utilizada por Roberto Martínez para descrever a capacidade do pequeno craque em agitar os jogos a partir do banco. O jogador mostrou-se desconfortável com a etiqueta.
"Não gosto muito desse termo. Sou apenas o Francisco. Trabalho para ajudar a equipa, seja de início ou a sair do banco", respondeu, recusando assumir um papel exclusivamente associado ao impacto imediato nos encontros da Seleção Nacional.

















