Um voo internacional da Latam, entre São Paulo e Frankfurt, transformou-se num escândalo após um executivo chileno protagonizar ataques racistas, homofóbicos e xenofóbicos contra um comissário de bordo brasileiro durante a viagem.
O caso aconteceu durante o voo que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino à Alemanha. Segundo a investigação da Polícia Federal, o passageiro começou a causar tumultos dentro da aeronave e chegou a tentar abrir uma das portas do avião em pleno voo, obrigando a tripulação a intervir.
Durante a confusão, o homem passou a insultar um comissário de bordo da Latam com ofensas racistas. Vídeos gravados por passageiros mostram o executivo a fazer sons e gestos imitando um macaco em direção ao funcionário, além de comentários homofóbicos e xenofóbicos contra brasileiros.
Apesar da gravidade do episódio, o passageiro conseguiu seguir viagem normalmente para a Europa. A prisão aconteceu apenas no regresso ao Brasil, quando ele desembarcou novamente no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A Polícia Federal já monitorava o retorno do executivo após receber denúncias e imagens das agressões ocorridas durante o voo internacional.
O suspeito foi identificado como Germán Naranjo Maldini, executivo ligado à empresa chilena Landes. Após a repercussão do caso, a companhia anunciou o afastamento preventivo do funcionário e afirmou que a conduta dele é incompatível com os valores de quem o empredga.
A Latam repudiou oficialmente os ataques e informou que está a prestar apoio ao comissário vítima das agressões. Já a Anac classificou o comportamento do passageiro como inadmissível e reforçou que casos de discriminação e violência dentro de aeronaves serão tratados com rigor pelas autoridades brasileiras.

















