A Câmara Municipal de São Paulo transformou-se num cenário de confrontos, durante a sessão que aprovou o reajuste salarial parcelado dos servidores públicos. O vereador Lucas Pavanato protagonizou um episódio polémico ao insultar os professores da rede municipal, que se encontram em greve, apelidando-os de “vagabundos” e “burros”.
A postura do parlamentar disparou uma onda de revolta, tanto nas galerias – onde os docentes protestavam – quanto na bancada da oposição. Devido ao comentário de Pavanato, a sessão teve de ser interrompida por causa dos gritos e protestos que se instalaram no plenário.
Os comentários do vereador surgem num momento de profunda insatisfação da classe docente. O projeto de lei aprovado pela maioria prevê um reajuste de apenas 3,51% dividido em duas parcelas (entre maio de 2026 e maio de 2027), uma fórmula amplamente contestada pelos sindicatos por considerarem que o valor é insuficiente para cobrir as perdas salariais acumuladas e a inflação dos últimos anos.
Os vereadores da oposição reagiram duramente à conduta de Lucas Pavanato, acusando-o de desvalorizar e desrespeitar os trabalhadores essenciais da educação pública. Para os opositores, o parlamentar preferiu rebaixar o debate técnico e salarial a um espetáculo de provocações baratas e ataques pessoais.
Apesar do ambiente de caos e da contestação nas ruas, o reajuste avançou com o voto da maioria aliada ao governo.

















