Pink, de 47 anos, decidiu esclarecer a polémica em torno de Macklemore depois de ter sido criticada por partilhar nas redes sociais uma publicação contra a atuação do rapper, marcada por mensagens de apoio à Palestina. A cantora explicou que não foi a expressão 'Free Palestine' que a incomodou, mas garantiu que, enquanto mãe judia, o momento a deixou assustada.

A polémica começou depois de Macklemore atuar como convidado na digressão de Ed Sheeran, no MetLife Stadium, em Nova Jérsia. Durante o concerto, o rapper mostrou imagens da guerra em Gaza, interpretou 'Hind's Hall' e manifestou apoio à Palestina. Pink acabou por partilhar uma publicação crítica da atuação, o que provocou várias reações nas redes sociais.

Perante as críticas, a artista, nas redes sociais, explicou a sua posição numa longa mensagem. "Nasci judia. Não escolhi isso e nunca o escondi", começou por afirmar. Pink reforçou que não fala em nome de Israel nem de qualquer governo e defendeu que os palestinianos merecem "um futuro que honre a sua humanidade e as suas aspirações".

A cantora explicou depois aquilo que a incomodou na atuação de Macklemore. Depois de serem exibidas imagens da guerra, o rapper dirigiu-se aos judeus presentes no estádio para assegurar que as críticas a Israel não eram dirigidas contra eles.

"Não podes decidir isso por nós", reagiu Pink. "O que eu preciso é de poder dizer, enquanto mãe judia, 'aquilo assustou-me e assustou pessoas que amo', sem que nos digam que o nosso medo é apenas propaganda", acrescentou.

Apesar da posição assumida, Pink garantiu que nunca pretendeu que Macklemore fosse afastado ou silenciado. "Nunca pedi que outro artista fosse silenciado e não estou a pedir isso agora. Não preciso que ninguém seja despedido", esclareceu.

Macklemore acabou entretanto por ser retirado das restantes datas norte-americanas da digressão de Ed Sheeran. O rapper afirmou que existia uma "divergência fundamental" com o artista britânico relativamente à forma como ambos encaram o posicionamento político.