Miguel Vieira, de 60 anos, revelou que o cancro contra o qual luta atingiu as costelas, depois de, há cerca de dois meses, ter sido submetido a uma cirurgia para retirar o tumor e metade do pulmão esquerdo. O estilista português, que enfrenta agora novos tratamentos, admite momentos de desespero ao conhecer os resultados dos últimos exames, mas garante que mantém a determinação para combater a doença.

Foi o próprio criador de moda que revelou, através das redes sociais, a evolução do seu estado de saúde. Miguel Vieira conta que passou quatro meses de "incerteza sufocante" desde que recebeu o diagnóstico de cancro no pulmão esquerdo e que, apesar da operação realizada há dois meses, continuou a sofrer dores intensas.

"O pior era a dor diária, insuportável, um sofrimento que parecia não ter fim, nem resposta", escreveu. Um exame PET realizado na última semana acabou por revelar a origem de parte dessas dores. "A notícia que me tirou o chão: as células cancerígenas na pleura tinham duplicado de dimensão e estavam alojadas nas minhas costelas, a corroer o osso."

O estilista não esconde o impacto emocional do novo diagnóstico: "Chorei e voltei a chorar. Acho-me sempre o Super-Homem, mas descobri que afinal não sou."

Perante os resultados, a equipa médica do Instituto Português de Oncologia (IPO) reajustou o tratamento. Segundo Miguel Vieira, foi alterado o "cocktail" de quimioterapia e marcada radioterapia de urgência dirigida à lesão óssea.

Apesar do agravamento da doença, o criador recuperou a determinação. "O choro passou. A tristeza deu lugar à garra", garantiu, explicando que encontra no trabalho uma forma de enfrentar a dor.

No final deste desabafos dramáticos, Miguel Vieira agradeceu o apoio dos profissionais do IPO, familiares, amigos e equipa. "A luta é muito dura, mas o meu amor pela Vida e pela minha arte é infinitamente maior. Seguimos juntos, com o coração."