João Fonseca, de 19 anos, assinou a maior vitória da ainda sua curta carreira ao eliminar Novak Djokovic (39), na terceira ronda de Roland Garros, em Paris.

O jovem brasileiro derrotou o sérvio, terceiro cabeça-de-série e dono de 24 títulos do Grand Slam, numa batalha épica, em cinco sets, com os parciais de 4-6, 4-6, 6-3, 7-5 e 7-5.
A vitória ganha dimensão histórica não apenas pelo nome do adversário, mas pela forma como foi construída.

Fonseca esteve a perder por dois sets, perante um dos maiores jogadores de sempre e tricampeão em Roland Garros, mas resistiu física e mentalmente para consumar uma reviravolta improvável no court Philippe-Chatrier. O encontro prolongou-se por quase cinco horas e terminou com o talentoso brasileiro a celebrar uma das maiores surpresas da edição deste ano do torneio parisiense.

Para Djokovic, a derrota representa um duro golpe na tentativa de conquistar o 25.º título do Grand Slam e reforça as dúvidas sobre o futuro competitivo ao mais alto nível, sobretudo num torneio onde construiu parte importante da sua lenda. Já Fonseca confirma o estatuto de uma das grandes promessas do ténis mundial e entra definitivamente no mapa dos grandes palcos.
O triunfo coloca o brasileiro nos oitavos de final de Roland Garros e simboliza uma passagem de testemunho geracional: de um lado, um campeão consagrado; do outro, um talento emergente capaz de vencer sob pressão máxima. Em Paris, esta sexta-feira, João Fonseca deixou de ser apenas uma promessa. Passou a ser protagonista.

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