Miguel Díaz-Canel, de 66 anos, alertou esta segunda-feira, dia 18, que uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos (EUA) em Cuba teria consequências "incalculáveis" para a estabilidade regional e resultaria num "banho de sangue".
As declarações surgem depois de o site Axios ter avançado que Havana terá adquirido mais de 300 drones militares e discutido possíveis ataques contra a base norte-americana de Baía de Guantánamo, embarcações dos Estados Unidos e até a cidade de Key West.
Na rede social X, Díaz-Canel rejeitou as acusações e garantiu que o país não representa qualquer ameaça e acusou Washington de tentar criar um "caso fraudulento para justificar novas sanções económicas ou até uma eventual ação militar" contra a ilha.
Também o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, defendeu o direito do país à legítima autodefesa perante ameaças externas, citando a Carta das Nações Unidas e o direito internacional.
Segundo a informação divulgada pelo Axios, as autoridades norte-americanas acreditam que Cuba reforçou a sua capacidade militar desde 2023 através da aquisição de drones provenientes da Rússia e do Irão. O relatório refere igualmente a presença de assessores militares iranianos em Havana.
Até ao momento, o governo cubano não confirmou oficialmente a existência dos drones mencionados na investigação.
O aumento da tensão entre Washington e Havana acontece numa altura particularmente delicada para Cuba, que enfrenta uma das mais graves crises energéticas dos últimos anos. Em várias zonas do país registam-se cortes prolongados de eletricidade, escassez de combustível e dificuldades no abastecimento energético.

















