A decisão de Donald Trump, de 79 anos, de avançar para o conflito com o Irão está a provocar um crescente desgaste político junto dos norte-americanos. Uma nova sondagem do jornal The New York Times, em parceria com o Siena College, revela que a maioria dos eleitores considera que a guerra "foi a decisão errada", numa altura em que a popularidade do presidente cai para mínimos no segundo mandato.
Segundo o estudo, quase dois terços dos americanos acreditam que os custos do conflito não compensaram, enquanto menos de um quarto considera que a guerra valeu a pena. Cerca de três quartos, dos eleitores independentes, rejeitam a intervenção militar.
A taxa de aprovação de Trump fixou-se nos 37%, o valor mais baixo registado nas sondagens Times/Siena, desde o início do segundo mandato, colocando os republicanos sob pressão, a poucos meses das eleições de meio de mandato.
Os dados mostram um agravamento da perceção económica no país. Cerca de 64% dos inquiridos desaprovam a gestão da economia por parte do presidente, um tema que historicamente era apontado como um dos seus pontos fortes. As críticas estendem-se ainda ao custo de vida, imigração e à gestão do conflito israelo-palestiniano.
A sondagem assinala ainda um aumento significativo da ansiedade financeira entre os norte-americanos. Quase metade dos eleitores classifica atualmente a economia como "má", uma subida de 11 pontos percentuais desde janeiro. Até entre republicanos as opiniões dividem-se, com cerca de metade a considerar que a situação económica é apenas "razoável" ou "má".
Também a perceção sobre o rumo do país sofreu uma quebra. Apenas 32% dos eleitores acreditam que os Estados Unidos seguem na direção certa, menos cinco pontos do que no início do ano.
Apesar da quebra de popularidade em várias áreas, a imigração continua a ser o tema em que Trump mantém melhor desempenho político, com uma aprovação de 41%.

















