O número de portugueses sem médico de família atribuído continua a aumentar. Os dados mais recentes do Portal da Transparência do Sistema Nacional de Saúde (SNS) revelam que, em março, mais de 1,6 milhões de utentes estavam sem assistência médica de proximidade, o equivalente a cerca de 15% do total de inscritos em Cuidados de Saúde Primários.

O problema afeta portugueses que mudaram de residência e ficaram à espera de um novo médico, mas também muitos que nunca tiveram médico de família atribuído. Em dezembro, o número era inferior em cerca de 37 mil utentes, o que confirma a tendência crescente.

No total, mais de 10,7 milhões de utentes estão atualmente inscritos nos Cuidados de Saúde Primários em Portugal, o número mais alto dos últimos 10 anos. Nunca houve tantos inscritos e, ao mesmo tempo, nunca tantos ficaram sem médico para os tratar.