Jardel, o técnico de equipamentos do FC Porto que ficou no centro da polémica no clássico com o Benfica, tem um passado marcado pela droga e pela prisão. Anos antes de chegar aos bastidores da equipa principal dos dragões, o funcionário esteve envolvido no transporte de droga, atividade que o próprio admitiu numa reportagem exibida pelo Porto Canal.
Jardel contou que teve uma "vida honesta" até perto dos 20 anos. O rumo mudou depois de partir um braço enquanto trabalhava e começar a frequentar uma discoteca, onde entrou em contacto com novas companhias.
"Comecei a ganhar novas amizades e eu era o correio da droga", revelou. O envolvimento com este meio acabaria por anteceder a sua passagem pela prisão.
Foi ainda durante o período em que estava preso que surgiu a ligação ao FC Porto. Quando começou a beneficiar de saídas precárias, teve a oportunidade de integrar uma equipa que realizava trabalhos de pintura no antigo Estádio das Antas. Segundo o próprio, o clube teve de pedir autorização ao juiz para que pudesse trabalhar.
Jardel contou também que foi libertado definitivamente a 27 de setembro de 2002 e que, pouco mais de uma hora depois, já se encontrava ao serviço: "O juiz liberta-me [...] às sete horas da manhã e eu às 8:11 estava no Olival para trabalhar, já em liberdade."
Mais de duas décadas depois, o funcionário voltou às atenções por motivos bem diferentes. Como o 24Horas noticiou, Jardel foi filmado no clássico de domingo, dia 20, a fazer um gesto obsceno na direção do banco do Benfica após o segundo golo do FC Porto. O episódio gerou muita revolta entre elementos do banco encarnado.

















