Helen Haines, de 65 anos, deputada australiana, ficou sem as duas pernas na sequência de um atropelamento que as autoridades suspeitam ter sido intencional. A informação foi avançada esta quarta-feira, dia 21, pelo marido, Phil Haines, que revelou que a mulher continua em estado crítico num hospital de Melbourne.
A parlamentar foi inicialmente submetida a uma amputação da perna esquerda, na segunda-feira, 19. A equipa médica esperava conseguir salvar o membro inferior direito, mas a evolução clínica obrigou os cirurgiões a realizar uma segunda amputação: “Tínhamos esperança de que a perna direita pudesse ser salva, mas (...) os cirurgiões também tiveram de lhe amputar a perna direita.”
O atropelamento aconteceu em Wangaratta, no estado de Victoria, no sudeste do país. Helen Haines foi transportada de helicóptero para o hospital, onde continua a receber cuidados médicos.
O condutor, Brendan Nugent (43), foi detido pelas autoridades e compareceu esta quarta-feira perante um tribunal em Wangaratta. Segundo a acusação, enfrenta um processo por condução imprudente que provocou lesões corporais graves e por agressão a um funcionário público, um crime federal cuja pena máxima pode chegar aos dez anos de prisão. Foi ainda acusado de posse e cultivo de canábis, de acordo com documentos consultados pela Agência France-Presse.
A Polícia de Victoria suspeita que o atropelamento tenha sido deliberado. O ministro do Interior australiano, Tony Burke, afirmou na terça-feira, 20, que os depoimentos recolhidos indicam que o condutor terá manobrado o veículo para prensar a deputada contra o próprio automóvel, antes de fazer marcha-atrás e voltar a atropelá-la.
Uma testemunha identificada pelos meios de comunicação locais como Ricky Jefferies terá intervindo para retirar o suspeito do veículo e mantê-lo sob controlo até à chegada dos agentes. Durante a intervenção policial, foi também encontrada e apreendida uma faca que o homem transportava consigo.
Apesar dos elementos já conhecidos, as autoridades ainda não esclareceram o que terá motivado o ataque, nem se este esteve relacionado com a atividade política de Helen Haines. O suspeito, que já era conhecido das autoridades, tem alegadas ligações a campanhas ambientalistas.

















