'O Jardim dos Anjos' está prestes a chegar às nossas livrarias. A obra é da autoria de José Guilherme Vereza, que aceitou o desafio que lhe foi lançado para reeditar o livro em Portugal, lançado no Brasil em 2015. Em conversa exclusiva ao 24Horas, o autor explicou como nasceu a ideia de trazer a história, apresentada este sábado, 23, em Lisboa.

"Os meus amigos daqui da academia – professores, autores, outros autores – sugeriram, incentivaram-me a fazer uma publicação de uma edição portuguesa do romance. E eu achei muito interessante esta proposta, e cá estou a lançar para o público, para os meus amigos de Portugal e para o público português, para o mercado português", começou por explicar José Guilherme Vereza.

A ideia partiu de professores universitários que integram o projeto 'Portugueses de Papel', que analisa personagens portuguesas de livros escritos por autores brasileiros. Quando foi desafiado a apresentar algum protagonista português das suas obras, José Guilherme Vereza achou que era a ocasião perfeita para falar sobre António Bentaleão, do livro 'O Jardim dos Anjos'.

"Dei o livro para a professora Vânia e para o professor José António Abreu [membros do projeto], eles gostaram e estudaram o personagem português neste romance de um brasileiro. Estudaram com muita profundidade e eu fiquei muito impressionado", revelou.

Desta forma, o autor lançou o convite a José António Abreu, professor doutor de Coimbra, para escrever o prefácio do livro e fazer a apresentação da obra. "Muito me honrou, porque tenho muita admiração por ele e por todas as pessoas que participam nesse projeto 'Portugueses de Papel'", assegurou o escritor.

Sobre o livro, o autor desvendou alguns pormenores: "O livro, o conteúdo dele não tem, não foi traduzido para português de Portugal, porque a trama passa-se no interior do Brasil, na década de 40. Não tinha muito sentido adaptar ao português de Portugal, porque é uma linguagem muito regional do interior do Brasil, do Nordeste especialmente."

Desafiado pelo 24Horas a fazer um convite aos portugueses para lerem 'O Jardim dos Anjos', José Guilherme Vereza garantiu que quem o ler vai "certamente deliciar-se com uma história forte", que em determinados pontos poderá ser "muito cruel", mas que "tem momentos de muita delicadeza".