Luanda vai ganhar dois novos museus dedicados à memória histórica de Angola, numa iniciativa que visa reforçar a preservação do património nacional e valorizar episódios centrais da luta contra o colonialismo e da conquista da independência.

Os projectos incluem a construção do Museu da Resistência e do Museu da Luta pela Libertação Nacional, dois equipamentos culturais que pretendem aprofundar o conhecimento sobre diferentes fases da história do país e promover a educação histórica das novas gerações.

O Museu da Resistência deverá começar a ser construído ainda este ano, no antigo espaço do mercado do Roque Santeiro, no município do Sambizanga, em Luanda. O projeto prevê uma exposição que abrange o período entre a chegada dos portugueses, em 1482, e a conquista da paz em Angola, reunindo conteúdos históricos, documentais e museológicos.

A infra-estrutura está a ser desenvolvida com apoio de parceiros internacionais, incluindo a empresa Arab Contractors, ligada ao Grande Museu do Egipto, numa cooperação que visa garantir padrões modernos de museologia e de exposição.

Já o Museu da Luta pela Libertação Nacional ficará instalado na Fortaleza de São Francisco do Penedo, em Luanda, um espaço histórico que serviu como prisão de opositores ao regime colonial. A abertura está prevista até ao final de 2026 e deverá dar destaque ao percurso dos movimentos de libertação e aos principais protagonistas da independência.

As autoridades defendem que os dois museus terão um papel relevante na preservação da memória colectiva e na valorização da identidade nacional, funcionando também como instrumentos de investigação e divulgação histórica.