A Microsoft prepara uma nova reestruturação que poderá abranger 60 mil trabalhadores em todo o mundo, mais de um quarto da sua força laboral. A gigante tecnológica norte-americana está a propor rescisões voluntárias, numa estratégia destinada a reduzir custos e adaptar a organização às profundas transformações provocadas pela inteligência artificial (IA).
O programa será disponibilizado a determinadas equipas nos Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido, abrangendo funcionários classificados no nível hierárquico 70 ou inferior, incluindo alguns quadros superiores. A medida poderá chegar a trabalhadores até ao nível de vice-presidente, embora estejam previstas exceções em áreas como os centros de dados, vendas e marketing.
Numa comunicação interna, a diretora de recursos humanos, Amy Coleman, justificou a iniciativa com a necessidade de proporcionar maior flexibilidade aos funcionários durante o processo de transformação da empresa.
“A oferta de saída voluntária reflete uma parte importante da forma como estamos a evoluir na nossa abordagem à mudança”, explicou, sublinhando a intenção de permitir aos trabalhadores definir os próximos passos das suas carreiras.
Esta iniciativa surge depois de, em julho, a Microsoft ter anunciado a eliminação de cerca de 4.800 postos de trabalho, equivalentes a 2,1% dos seus efetivos. Os despedimentos atingiram sobretudo as áreas comercial e de videojogos, incluindo a divisão Xbox.
A tecnológica já tinha também avançado, este ano, com propostas de reforma antecipada, reforçando uma política de contenção de custos num contexto de crescente aposta na inteligência artificial.

















