A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propõe um aumento médio de 1,5 por cento nas tarifas de eletricidade do mercado regulado em Portugal continental, entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027. A medida abrange diretamente cerca de 780 mil clientes, mas ainda terá de ser confirmada pelo regulador.
Nas faturas domésticas, a subida mensal estimada varia entre 54 cêntimos, para um casal sem filhos com consumo anual de 1.900 kWh, e 1,28 euros, para uma família com dois filhos e consumo de 5.000 kWh. Em termos médios anuais, as tarifas reguladas deverão aumentar 3,7% em 2027 face a 2026. O desconto da tarifa social mantém-se nos 33,8%.
A proposta apresenta, contudo, um aparente paradoxo: as tarifas de acesso às redes deverão diminuir 13,7% na baixa tensão normal, sem impedir a subida do preço final regulado. A diferença resulta do peso das restantes componentes, designadamente o custo da energia.
Para os 5,85 milhões de consumidores no mercado liberalizado, o impacto não será automático. Cada comercializador determinará o preço final em função dos seus custos e margens, embora a redução do acesso às redes possa criar condições para ofertas mais favoráveis.
O Conselho Tarifário tem até 15 de novembro para emitir parecer. A ERSE anunciará a decisão definitiva até 15 de dezembro.

















