O Governo tem defendido que o reforço e a otimização das redes elétricas poderão ajudar a baixar os custos suportados pelos consumidores. Mas há um dado que ajuda a perceber o peso desta componente na fatura: as tarifas de acesso à rede encontram-se ainda cerca de 13% acima dos níveis registados em 2014.
Estas tarifas destinam-se a financiar várias componentes do sistema elétrico, incluindo transporte, distribuição e outros custos associados ao funcionamento da rede. A evolução dos últimos anos tornou-as novamente um tema central no debate sobre o preço da energia em Portugal.
Luís Montenegro associou diretamente o investimento e a otimização da rede à possibilidade de reduzir custos da eletricidade a médio e longo prazo. O primeiro-ministro reconhece, porém, que a intervenção na REN não produz automaticamente uma redução imediata das tarifas.
A discussão ganha particular importância porque Portugal necessita simultaneamente de investir na modernização das infraestruturas elétricas e de assegurar preços competitivos para famílias e empresas. O desafio é conseguir financiar esse investimento sem transferir continuamente a fatura para os consumidores.

















