Elliot Page, de 39 anos, revelou que, depois de participar em ‘A Odisseia’, ainda não encontrou um novo projeto cinematográfico para protagonizar. Em entrevista ao podcast ‘On Film… With Kevin McCarthy’, o ator confessou que, apesar de continuar interessado em trabalhar, não tem atualmente nenhum papel em vista.
Page, conhecido por produções como ‘Juno’ e ‘The Umbrella Academy’, recordou também a mudança pessoal que atravessou desde que se assumiu como transgénero, em 2020. Para o ator, sentir-se hoje mais confortável com a sua identidade tem um impacto direto na forma como encara o trabalho.
Um dos exemplos apontados foi ‘A Origem’, de Christopher Nolan (56), rodado em 2010. Embora descreva a experiência profissional como positiva, Page admitiu que se sentia desconfortável consigo próprio naquele período.
“Diverti-me muito em ‘A Origem’. Diverti-me muito a trabalhar com Nolan, mas também senti-me muito desconfortável pessoalmente”, recordou. Em contraste, destacou a experiência em ‘Juno’, personagem com a qual diz ter conseguido estar “mais à vontade e presente”.
Durante as filmagens de ‘A Origem’, Page chegou a desenvolver herpes-zóster, situação que associou ao desconforto que sentia num ambiente onde era a única pessoa transgénero do elenco.
O reencontro com Nolan em ‘A Odisseia’ teve, por isso, um significado especial. Page descreveu a experiência como “catártica” e afirmou que regressar ao trabalho com o realizador, agora mais confortável consigo próprio, permitiu-lhe viver o projeto de uma forma diferente: “Voltar agora, estando mais à vontade comigo mesmo, torna esse tipo de projeto mais prazeroso.”
A participação em ‘A Odisseia’ não esteve, contudo, livre de polémica. Após ser escolhido para interpretar Sinon, prima de Odisseu, personagem interpretada por Matt Damon (55), Page foi alvo de críticas nas redes sociais.
Apesar da ausência de novos trabalhos confirmados neste momento, Elliot Page garante que pretende continuar ligado à representação e considera que a atual fase da sua vida permite-lhe aproximar-se dos papéis com uma maior sensação de liberdade.















