Sérgio Conceição, de 51 anos, voltou a falar da saída do FC Porto e não escondeu a mágoa pela forma como terminou um ciclo de sete épocas no Dragão.

Em entrevista à TVI/CNN, o treinador, atualmente no desemprego, recordou o período que antecedeu a rutura com a nova administração do FC Porto, liderada por André Villas-Boas, e classificou essa fase como uma "semana de enxovalho", marcada por críticas públicas e pela ideia, que rejeita, de que estaria agarrado ao contrato.

O antigo técnico dos azuis e brancos explicou que gostaria de ter deixado o clube de outra forma, sublinhando o peso de um ciclo que considerou "muitíssimo importante" na história portista. Conceição lembrou ainda a transição entre Pinto da Costa, presidente durante 42 anos, e a direção de Villas-Boas, contexto que tornou a saída mais sensível.

Questionado sobre a relação atual com o presidente do FC Porto, Sérgio Conceição foi direto: "Não". A resposta confirma o afastamento entre duas figuras centrais da história recente do clube, depois de uma saída que ficou marcada pela polémica em torno da renovação assinada antes das eleições e pela posterior rescisão.

Conceição deixou o FC Porto em junho de 2024, após sete anos no comando técnico e 11 troféus conquistados, incluindo três campeonatos nacionais. A entrevista mostra que, apesar do tempo decorrido e das experiências posteriores no estrangeiro, a forma como saiu do Dragão continua a ser uma ferida aberta para o treinador.