João Gabriel, de 60 anos, faz duras críticas à postura de Rui Costa (54) após a derrota do Benfica frente ao St. Gallen (1-2), na primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa.
Numa reflexão publicada nas redes sociais, este domingo, dia 26, o consultor de comunicação defende que a liderança de um clube também se avalia pela forma como os responsáveis gerem as emoções nos momentos de maior pressão.
"A liderança também se mede pela capacidade de controlar as emoções nos momentos de maior pressão. Porque, no futebol como em qualquer organização, a confiança contagia. Mas a insegurança também", começou por escrever.
O antigo diretor de comunicação do Benfica apontou diretamente à reação do presidente encarnado no final do encontro, considerando que a sua linguagem corporal transmitiu um sinal negativo: "Um líder comunica permanentemente, mesmo quando não diz uma única palavra e a imagem de Rui Costa no final do primeiro jogo com o St. Gallen, levando as mãos à cabeça, transmitiu uma mensagem profundamente errada."
João Gabriel questiona ainda o impacto desse gesto junto da estrutura do clube: "Se o presidente demonstra desespero ao primeiro jogo oficial da temporada, que mensagem recebe o balneário? Que confiança sentem os jogadores? Que tranquilidade transmite à equipa técnica? E que conclusão retiram os sócios, que procuram precisamente no presidente a serenidade que muitas vezes lhes falta?"
Na mesma publicação, o especialista defendeu que "os líderes existem para reduzir a ansiedade, não para a amplificar", acrescentando que um presidente "pode estar preocupado", mas existe "uma diferença essencial entre sentir essas dúvidas e comunicá-las, ainda que involuntariamente".
A terminar, João Gabriel deixou a crítica mais contundente à liderança de Rui Costa: "Foi o primeiro jogo oficial da época, ainda com muitos jogadores ausentes. Quando se acredita no projeto e na forma como se preparou a época, não há razões para levar as mãos à cabeça. A não ser que o líder já não acredite!"

















