A presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC), Helena Sousa, voltou a reiterar esta quarta-feira, dia 8, numa sessão no Parlamento, que a Benfica FM não se enquadra "com os requisitos legalmente exigidos", não autorizando assim a modificação de estatuto do órgão.
O objetivo do grupo Bauer e do Sport Lisboa e Benfica era modificar os serviços "de programas Batida FM, Batida FM Moita, Batida FM Maia e Batida FM Cantanhede de tipologia temática musical para temática desportiva informativa". No entanto, a ERC chumbou a decisão.
E foi essa decisão que reencaminhou o caso para o Parlamento. Durante Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, na Assembleia da República, Helena Sousa defendeu que a "decisão da ERC assenta numa análise prospetiva, que é precisamente aquela que a lei exige ao regulador".
As justificações da presidente da entidade reguladora são claras: "Passaríamos a ter cinco rádios locais, temáticas desportivas associadas ao Benfica e isto em concelhos em que não há diversidade de oferta radiofónica. Em Cantanhede, por exemplo, há apenas uma rádio local, a Batida FM (…) Perante isto, a ERC fez aquilo que a lei exige, avaliou os impactos da operação sobre o pluralismo, a diversidade da oferta radiofónica e a independência editorial."
















