A venda de 34% do Standard Bank Angola levou 39 investidores não residentes a participar na operação, num dos sinais mais claros de abertura da bolsa angolana ao capital estrangeiro.
Os investidores apresentaram ordens no valor de 199,9 milhões de kwanzas, cerca de 190 mil euros, tendo-lhes sido efetivamente atribuídas ações avaliadas em 160 milhões de kwanzas, aproximadamente 152 mil euros.
A operação permitiu ao Standard Bank Angola tornar-se a sétima empresa cotada no mercado angolano e mostrou que alguns dos obstáculos administrativos à entrada de estrangeiros começam a ser removidos.
Um dos principais problemas era a obtenção do Número de Identificação Fiscal. Durante a oferta pública foi criado um mecanismo de articulação entre a BODIVA, intermediários financeiros e Administração Geral Tributária para acelerar registos, abertura de contas de custódia e transferências.
Os investidores particulares tiveram também um peso relevante, concentrando 61,02% do total atribuído.
A bolsa procura assim alargar simultaneamente a base interna de investidores e a capacidade de captar capital externo para financiar empresas e futuras operações de privatização.

















