Angola intensificou a ofensiva diplomática para eleger Josefa Sacko como diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), numa aposta que mobiliza pessoalmente João Lourenço, que fez questão de deslocar-se a Roma para participar na abertura do Fórum Mundial da Alimentação e dar assim peso político à candidatura.

A campanha foi oficialmente apresentada nesta segunda-feira, na sede da FAO, pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, sendo que, com o apoio da União Africana e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, Luanda procura transformar o respaldo continental numa plataforma de mobilização internacional, sendo que o governo assumiu esta eleição como uma das prioridades da diplomacia angolana, que nos últimos anos tem alargado o seu peso e influência a nível global.

A ofensiva já tinha passado por Nova Iorque, em setembro, quando a delegação angolana aproveitou a Assembleia Geral das Nações Unidas para promover Sacko, candidata ao mandato de 2027–2031, e esta deslocação presidencial a Roma reforça, assim, uma campanha em vários palcos multilaterais.

Engenheira agrónoma e embaixadora de Angola em Itália, Sacko foi comissária da União Africana e dirigiu a Organização Interafricana do Café. Propõe reforçar a agricultura familiar, o acesso de mulheres e jovens aos meios de produção e a inovação tecnológica, colocando a segurança alimentar no centro da sua candidatura.

Créditos: @governodeangolaoficial