Os operadores do setor turístico defendem que Angola precisa de acelerar o investimento em infraestruturas, qualificação dos serviços e mecanismos de financiamento para transformar o atual aumento da procura num crescimento sustentado da atividade.

A Associação de Hotéis e Resorts de Angola considera prioritária a requalificação das unidades hoteleiras existentes, numa altura em que a taxa média de ocupação continua baixa. O setor reclama instrumentos que permitam melhorar quartos, mobiliário, equipamentos, piscinas, formação profissional e padrões de atendimento.

As dificuldades estendem-se a destinos turísticos com forte potencial, mas ainda penalizados por acessos deficientes, limitações no abastecimento de água e energia, saneamento básico e falta de infraestruturas de apoio. Em Cabo Ledo (na foto), por exemplo, operadores defendem uma intervenção coordenada para melhorar as condições e tornar o destino mais competitivo.

Os empresários sublinham igualmente a necessidade de alargar a oferta para diferentes segmentos do mercado, desde hotéis de negócios a unidades de lazer e turismo de natureza. A prioridade, defendem, é criar condições que permitam ao setor aumentar a qualidade, atrair investimento privado e acompanhar o crescimento da procura estrangeira.