Francesco Farioli, de 37 anos, não espera facilidades na receção do FC Porto ao Académico de Viseu, esta quarta-feira, dia 28, para a Taça da Liga. Na antevisão ao encontro, o treinador italiano elogiou a equipa que acaba de vencer o Sporting em Alvalade, admitiu alterações no onze e falou da situação de Gabriel Mec, William Gomes e Oskar Pietuszewski.
"O jogo que fizemos com o Académico para o campeonato já foi difícil. Depois da derrota connosco, tiveram uma sequência fantástica de resultados. Estão a provar que a minha avaliação estava correta", afirmou Farioli, garantindo que os dragões vão entrar em campo "com tudo, como sempre".
Sobre a possibilidade de lançar Chris Smalling, Dominik Prpic ou Gabriel Mec, o técnico recordou as exigências do calendário: "Jogamos a um nível onde toda a gente tem de estar pronta, toda a gente tem de estar a um certo nível para ter as suas oportunidades."
Farioli destacou a importância das alternativas, lembrando os exemplos de Nehuén Pérez e Borja Sainz, que aproveitaram oportunidades inesperadas para marcar golos decisivos.
Questionado sobre Gabriel Mec, não escondeu o entusiasmo: "Estamos a falar de um jogador talentoso e dotado." E acrescentou: "Fiquei mais surpreendido porque é um jogador que se ajusta muito rápido às exigências que nós temos."
O brasileiro pode atuar como extremo ou número 10, mas terá de "esperar pelo seu momento e pela sua oportunidade".
Quanto aos lesionados, explicou que William Gomes está numa fase de "gestão da dor" e já trabalha no relvado. Sobre Pietuszewski, tranquilizou os adeptos: "Não é nada de muito grave." O objetivo é recuperá-lo antes da próxima pausa internacional. O treinador confirmou ainda que Mateus Mide será o único jovem da formação integrado na convocatória.
Sobre a titularidade de Cláudio Ramos, deixou a dúvida: "Sobre o onze, vamos esperar por amanhã. Acho que é uma resposta razoável da minha parte guardar os titulares."
Farioli recusou desvalorizar a Taça da Liga: "O logótipo da competição não faz a diferença na forma como nos preparamos." E deixou um alerta sobre os jogos a eliminar: "Não se tem qualquer tipo de segunda oportunidade para dar a volta", sobretudo perante adversários que chegam para fazer "o jogo da vida deles".
Por fim, lamentou a ausência das claques, Super Dragões e Colectivo, castigadas, e lançou um desafio aos restantes adeptos: "A voz habitual que nós recebemos das duas alas precisa de ser, de alguma forma, recriada a partir das 45 mil pessoas que vão estar no Dragão."
Créditos: @fcporto

















