André Villas-Boas, de 49 anos, voltou a lançar duras críticas ao Benfica e aos comentadores ligados ao clube da Luz. Num editorial publicado na revista 'Dragões', o presidente do FC Porto acusou os rivais de utilizarem critérios diferentes na análise dos lances de arbitragem e, tal como o seu antecessor, recorreu à ironia para responder às polémicas que têm envolvido os azuis e brancos.

O dirigente começou por abordar a polémica em torno do lance entre Samu e Bah, no clássico frente ao Benfica, criticando a forma como o episódio foi analisado nos programas televisivos. Villas-Boas considerou exagerada a classificação do contacto como uma "agressão bárbara", acusando os comentadores de utilizarem critérios diferentes consoante os clubes envolvidos.

O presidente portista recordou ainda um lance da época passada envolvendo Hjulmand, do Sporting, para sustentar as acusações de dualidade de critérios. "A força dos contactos mede-se pela camisola e a indignação, pelo resultado", alegou.

As críticas estenderam-se à exigência de imagens e esclarecimentos por parte do Benfica. Villas-Boas ironizou com a posição do clube da Luz, lembrando os anos em que os encarnados transmitiram os jogos em casa através da BTV.

O líder dos dragões visou também os diferentes grupos e antigos candidatos ligados ao Benfica, acusando-os de procurarem justificações para os resultados do FC Porto que não reconheçam o mérito da equipa. "Estamos também a adorar a evolução desta comunicação de guerrilha: entre o reformista Grupo Unum e aquilo a que poderíamos chamar APEC, a Associação de Putativos ou Ex-Candidatos, vão-se multiplicando as mais hilariantes teses sobre o nosso clube", disse.

A terminar essa parte do editorial, Villas-Boas voltou a recorrer à ironia: "Valham-nos os ovos Matinados para nos trazer de volta à realidade, porque tanta teoria já só dá para uma omeleta."

O presidente do FC Porto abordou ainda a polémica em torno do golo de Oskar Pietuszewski frente ao Marítimo, validado por uma margem de apenas um centímetro. Para Villas-Boas, a decisão foi correta, considerando injustificadas as críticas que se seguiram.

"O problema não é o golo; é quem o marcou", atirou, antes de acusar os críticos de recorrerem ao "insulto pessoal" quando ficam sem argumentos.