Mais de 300 pessoas foram proibidas de entrar em recintos desportivos em Portugal, desde o início do ano. Segundo os dados divulgados esta terça-feira, dia 27, pelo Governo, até agosto de 2026 foram registadas 344 interdições de acesso a estádios e pavilhões, das quais 288 dizem respeito a pessoas condenadas. O uso de material pirotécnico está entre as principais razões para estas medidas.
Os números foram apresentados pelo secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, durante a abertura da quarta edição do Congresso Internacional S4, dedicado à segurança nos eventos desportivos, que decorre em Viseu até quarta-feira, 28.
Além da utilização de pirotecnia, o governante destacou os confrontos entre adeptos rivais como outro dos problemas que continuam a preocupar as autoridades. O objetivo, explicou, é garantir que as famílias possam assistir aos jogos em segurança, sem receio de episódios de violência.
Paulo Simões Ribeiro abordou ainda a possibilidade de voltar a permitir a venda de bebidas alcoólicas nos recintos desportivos. O Governo já recebeu os relatórios do projeto-piloto realizado em agosto, durante a Supertaça Cândido de Oliveira, mas ainda não existe uma data para a decisão.
A segurança do Mundial de 2030, que será organizado por Portugal, Espanha e Marrocos, também esteve em destaque. O secretário de Estado sublinhou a importância da cooperação entre entidades, especialmente no controlo das fronteiras.

















