Rodrigo Mora, de 19 anos, vai trocar o FC Porto pela Roma. O acordo entre os dois clubes está formalmente fechado, depois de a documentação ter sido trocada e os contratos assinados durante a madrugada. O jovem internacional português recebeu autorização da SAD dos dragões para viajar para Itália, onde realizará os exames médicos antes de assinar com o emblema romano até 2031.
A operação apresenta uma estrutura pouco habitual. Numa primeira fase, a Roma adquire 50% dos direitos desportivos de Rodrigo Mora por 25 milhões de euros, aos quais poderão juntar-se mais dois milhões mediante o cumprimento de objetivos. O FC Porto mantém, assim, metade dos direitos económicos associados a uma futura transferência.
O acordo prevê ainda mecanismos para a aquisição dos restantes 50%. A Roma poderá comprar essa parcela por mais 25 milhões de euros, enquanto os dragões ficam igualmente com uma opção que lhes permite vender a segunda metade pelo mesmo montante. No limite, a transferência poderá atingir 50 milhões de euros fixos, mais dois milhões em variáveis.
A concretizar-se o valor máximo, Mora ficará entre as maiores operações da história do FC Porto. Otávio continua a liderar a lista, depois da transferência para o Al Nassr por 60 milhões de euros. Éder Militão e Galeno saíram por 50 milhões. Entre os jogadores formados no Olival, Rodrigo Mora poderá estabelecer um novo máximo, superando os 41,5 milhões pagos pelo PSG por Vitinha em 2022. Em Roma, o médio ofensivo deverá auferir cerca de 3,7 milhões de euros brutos por temporada, perto de dois milhões líquidos.
Com este negócio milionário de Mora, André Villas-Boas enche os cofres do Dragão e passa a ter disponibilidade financeira para ir ao mercado e dar os presentes desejados por Francesco Farioli.

















