A FIFA confirmou esta segunda-feira, 18, a saída de Kevin Lamour, de 46 anos, do cargo de diretor de operações, poucos dias depois de o dirigente francês ter criticado publicamente um plano de investimento privado defendido pelo presidente da organização, Gianni Infantino (56).
"A FIFA confirma que a relação de trabalho entre a FIFA e Kevin Lamour, enquanto diretor de operações da FIFA, terminou a 17 de agosto de 2026”, afirmou um porta-voz da entidade à AFP: “A FIFA agradece ao Kevin pelos seus dois anos de serviço e deseja-lhe muita sorte no futuro.”
Antigo funcionário da UEFA, Kevin Lamour tinha assumido o cargo em novembro de 2024. A saída acontece depois de se ter manifestado contra a intenção de Infantino de abrir a investidores privados a possibilidade de adquirirem participações em competições organizadas pela FIFA, incluindo o Campeonato do Mundo.
Numa tomada de posição divulgada no final de julho, Lamour classificou a proposta como “o projeto de uma só pessoa” e deixou claro que estava preparado para sofrer consequências profissionais: “Chegou a hora de os líderes políticos do futebol colocarem as questões certas e tomarem as decisões certas. Se isso significar que vou perder o meu emprego, que assim seja. Compreenderei e respeitarei essa decisão. Pelo menos, dormirei bem esta noite.”
A polémica aumentou a pressão sobre Gianni Infantino, que preside à FIFA desde 2016. No início deste mês, UEFA, CONCACAF e Confederação Asiática de Futebol divulgaram uma posição conjunta na qual defenderam que “o futebol não pertence a nenhum indivíduo”.

















