Gianni Infantino está cada vez mais próximo de assegurar um novo mandato na presidência da FIFA, apesar das sucessivas polémicas que marcaram os últimos meses.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, o dirigente suíço já reuniu o apoio de mais de 200 das 211 federações nacionais filiadas na FIFA, surgindo, para já, sem qualquer adversário credível para as eleições que terão lugar no próximo congresso do organismo.
A robusta maioria evidencia que as críticas vindas sobretudo da Europa continuam longe de comprometer a posição de Infantino. Entre os episódios mais controversos esteve a decisão da FIFA de aliviar a sanção aplicada ao internacional norte-americano Folarin Balogun, após uma intervenção pública do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, situação que desencadeou acusações de ingerência política e levantou dúvidas sobre a independência dos órgãos disciplinares da organização.
Também a proximidade de Infantino à administração norte-americana e a crescente personalização do poder dentro da FIFA têm motivado críticas de várias federações europeias e de organizações independentes, que chegaram a apresentar uma queixa junto da Comissão de Ética do Comité Olímpico Internacional por alegadas violações do princípio da neutralidade política.
Ainda assim, a ausência de um candidato alternativo com apoio transversal, aliada ao sucesso financeiro e organizativo do Mundial de 2026 e às reformas promovidas por Infantino, continua a garantir-lhe uma posição praticamente inexpugnável. Salvo uma reviravolta de última hora, o dirigente deverá permanecer à frente da FIFA até 2031, reforçando uma liderança iniciada em 2016.















