A herança de Michael Jackson voltou a ser motivo de disputa judicial. Desta vez, é a filha do cantor, Paris Jackson, 28 anos, quem contesta a gestão do património deixado pelo artista e pede que cerca de 535 milhões de euros sejam encaminhados para o fundo familiar criado em benefício dos três filhos do músico.
Paris apresentou uma petição no Tribunal Superior de Los Angeles, nos Estados Unidos, onde questiona a forma como a fortuna do pai tem sido administrada. Em causa estão 600 milhões de dólares, cerca de 535 milhões de euros. A atriz e cantora não reclama o dinheiro para si, mas defende que o montante deve ser integrado no Michael Jackson Family Trust, que também abrange os irmãos Prince, de 29 anos, e Bigi, de 24.
Entre os visados está John Branca, um dos principais responsáveis pela administração do património e pela execução do testamento do artista. Paris acusa-o de exercer um controlo excessivo sobre as decisões financeiras e de limitar a influência dos herdeiros na gestão da fortuna. Alega também que, depois de ter manifestado discordância relativamente à administração dos bens, foi alvo de processos judiciais e críticas públicas, além de ter visto os valores que recebia serem reduzidos.
Os administradores do património rejeitam, porém, estas acusações. Garantem que os filhos de Michael Jackson não estão a ser privados dos seus direitos e justificam a demora na distribuição de parte da herança com questões jurídicas e fiscais que continuam por resolver. Entre os assuntos pendentes está um processo com a autoridade tributária norte-americana (IRS), que chegou a exigir aproximadamente 700 milhões de dólares em impostos e penalizações.
A equipa responsável pela fortuna assegura ainda que Paris, Prince e Bigi já receberam, em conjunto, mais de 200 milhões de dólares. Os pagamentos terão servido para cobrir despesas relacionadas com habitação, saúde, segurança e educação.
















