Rui Malheiro, de 62 anos, está de regresso ao trabalho depois de ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC), a 21 de julho, um dia após comentar a final do Mundial de futebol de 2026, na RTP. O jornalista revelou agora os momentos mais difíceis da recuperação, os problemas de saúde que desconhecia e o papel fundamental da filha Clara nesta batalha.
No programa ‘Praça da Alegria’, da RTP1, Malheiro revelou que chegou ao hospital com uma tensão arterial de 23,5/17,5, desconhecendo que sofria de hipertensão. O tabagismo e o excesso de trabalho eram outros fatores de risco. "Aquilo que seria normal era eu estar morto", confessou.
Durante uma ressonância magnética, sofreu ainda uma lesão no ombro direito, que poderá exigir uma intervenção cirúrgica, adiada devido ao AVC.
Apesar das dificuldades, a recuperação tem surpreendido pela rapidez. "Neste momento, sou um caso de sucesso, nada impede que seja um de insucesso", reconheceu, em frente a Jorge Gabriel e Sónia Araújo, lembrando que já consegue andar e utilizar as duas mãos.
O momento mais emotivo chegou quando falou da filha. "A Clara é a força motriz da minha vida", elogiou, recordando que a menina deixou de poder saltar para os seus braços como fazia habitualmente: "Perguntaram-me qual era a minha profissão, e eu disse que a partir dali seria ser o pai da Clara."
De regresso à RTP, ao Record, à Antena 1 e ao Expresso, Rui Malheiro agradeceu depois o apoio recebido. "É formidável estar de regresso. Foram provavelmente os três meses mais difíceis da minha vida."

















