O francês Henri B. Kagan, de 95 anos, e o japonês Kenso Soai (76) foram distinguidos esta quarta-feira, dia 7, com o Prémio Nobel da Química de 2026, graças a descobertas que abriram novas possibilidades na produção de moléculas com estruturas em “espelho”.
A Academia Real Sueca das Ciências atribuiu o galardão aos dois investigadores pelo trabalho sobre os efeitos não lineares e a autocatálise na síntese orgânica assimétrica. Estas descobertas permitiram compreender e controlar reações químicas capazes de conduzir à chamada homoquiralidade.
A investigação é particularmente relevante porque algumas moléculas podem existir em duas formas que são imagens espelhadas uma da outra. Apesar de terem a mesma composição química, essas versões podem apresentar comportamentos diferentes, tornando fundamental conseguir produzir seletivamente uma delas.
Segundo a Academia, o trabalho de Kagan e Soai ajudou os químicos a desenvolver métodos para controlar este tipo de reações e obter de forma mais eficaz a versão desejada das moléculas.
O anúncio foi feito numa cerimónia realizada em Estocolmo, na Academia Real das Ciências da Suécia. Kagan e Soai tornam-se, assim, os mais recentes vencedores de um prémio que é atribuído desde 1901.
As cerimónias oficiais de entrega dos galardões deste ano estão marcadas para 10 de dezembro, data que coincide com o aniversário da morte de Alfred Nobel.

















