Numa competição que a FIFA obriga a deixar a política fora dos relvados, o Irão optou por um equipamento que apela à conservação ambiental, com a chita asiática, uma espécie em risco. A camisola foi apresentada num evento, em Teerão, no qual os adeptos se despediram da comitiva, que seguiu para estágio.

A camisola é quase idêntica à anterior, que o Irão já usara em 2022. No entanto, a fabricante local Majid, além de adicionar a chita, na zona inferior direita da parte frontal, colocou um padrão malhado nas mangas, em referência ao animal.

Com a apresentação do Irão (apenas da camisola principal, falta a secundária), somente cinco seleções ainda não deram a conhecer os equipamentos que vão vestir no Mundial, que se realiza nos EUA, Canadá e México, entre 11 de junho e 19 de julho: Bósnia, Jordânia, Iraque, Tunísia e Uzbequistão.

A seleção do Irão está oficialmente qualificada para o Mundial de 2026. Apesar das fortes tensões geopolíticas e de a federação iraniana ter apresentado uma lista de 10 exigências rigorosas à FIFA para competir em solo americano, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou em definitivo a participação da equipa.

A comitiva iraniana ficará instalada em Tucson, no Arizona, e os vistos para os atletas e equipa técnica já foram assegurados através de exceções diplomáticas.