O envelhecimento acelerado do Japão está a transformar as zonas rurais num gigantesco laboratório para a utilização de robôs. Em Nishikawa, uma pequena localidade agrícola do norte do país, a idade média dos agricultores já atingiu os 73 anos.
Perante a falta de trabalhadores, as autoridades apostaram em sensores, máquinas automáticas para cortar erva e até num robô chamado Pochi, capaz de transportar cerca de 270 quilos de flores de cerejeira através de terrenos montanhosos.
problema, conta o New York Times, é que muitos agricultores idosos continuam a preferir os métodos tradicionais e Pochi passa grande parte do tempo parado. O episódio simboliza um desafio muito maior. A população japonesa, atualmente em 123,8 milhões, deverá cair abaixo dos 100 milhões até 2060, enquanto o número de agricultores independentes desceu de 2,4 milhões no início do século para menos de um milhão.
Só no último ano, o país registou a maior queda de sempre no número de famílias agrícolas. Com uma política restritiva relativamente à entrada de trabalhadores estrangeiros, o Japão procura na robotização uma resposta para um problema que várias economias europeias começam igualmente a enfrentar: há cada vez mais trabalho e cada vez menos pessoas disponíveis para o fazer.
















