Lamine Yamal tem apenas 19 anos, mas não esquece os sacrifícios que estiveram por trás da ascensão ao topo do futebol mundial. Numa entrevista ao The Guardian, o craque do Barcelona e da seleção espanhola abriu as portas ao lado mais íntimo da sua vida e recordou as dificuldades enfrentadas pela família durante a infância em Rocafonda.
“O meu pai andou por ferros-velhos para que eu pudesse comer”, revelou Yamal, numa referência aos esforços feitos antes de o futebol mudar definitivamente a vida da família. As origens continuam, aliás, presentes sempre que marca: o gesto que faz com as mãos representa o 304, referência ao código postal de Rocafonda.
Apesar da enorme exposição mediática, Yamal garante que poucos conhecem verdadeiramente a pessoa por detrás do futebolista: “Não. De todo. Ninguém. Só o meu círculo mais próximo sabe o que penso, como sou. As pessoas não fazem a mínima ideia – nem a mínima, nenhuma.”
Uma reserva que associa precisamente ao local onde cresceu. “Lá, quanto menos as pessoas sabem sobre ti, mais feliz és e mais tranquila é a tua vida”, explicou. E admite sentir falta de alguma normalidade: “Obviamente que gosto da vida de futebolista, mas também gostaria de viver em paz, uma vida normal.”
Dentro das quatro linhas, porém, o jovem culé não sente o peso das expectativas. “Há alturas em que gosto da pressão. Gosto de entrar em campo quando há grandes expectativas”, confessou, antes de estabelecer uma diferença: “Não sinto pressão no futebol. É uma questão de responsabilidade, porque tenho a minha família.”
















