A lista A, liderada por Isabel Mendes Lopes, de 44 anos, e Jorge Pinto (39), reforçou a sua posição na direção do Livre ao conquistar 11 dos 15 lugares do Grupo de Contacto, órgão executivo do partido, nas eleições realizadas durante o 17.º Congresso, que decorreu este domingo, dia 12, no Hockey Club de Sintra.

Segundo os resultados anunciados pela presidente da Mesa do Congresso, Patrícia Gonçalves (54), a candidatura maioritária reuniu 432 votos, correspondentes a 67,9% da votação.

A lista S, encabeçada por Rodrigo Brito (57), arrecadou 132 votos (20,8%), garantindo três lugares na direção. Já a lista V, liderada por Tiago Mota (32), obteve 60 votos (9,4%) e conquistou um mandato. Registaram-se ainda 12 abstenções, equivalentes a 1,9%.

Comparando com o congresso anterior, realizado em 2024, a lista A aumentou a sua representação, passando de 10 para 11 eleitos. Em sentido inverso, uma das listas da oposição perdeu um lugar relativamente ao mandato cessante.

A nova composição do Grupo de Contacto integra, pela lista A, Isabel Mendes Lopes, Jorge Pinto, Rui Tavares (54), Inês Pires (28), Tomás Cardoso Pereira (32), Nurin Mirzan, Henrique Vasconcelos, Ana Gomes de Almeida, Rodrigo Teixeira, Rosa Vale e Bruno Pedrosa. Rodrigo Brito, Sara Paralta e Rui Dinis entram pela lista S, enquanto Tiago Mota representa a lista V.

Também houve eleições para o Conselho de Jurisdição. A lista A, liderada pelo deputado Paulo Maucho (35), venceu a votação com 376 votos, assegurando sete lugares. A candidatura J, encabeçada pelo advogado Ricardo Sá Fernandes (72), conquistou quatro mandatos, após obter 224 votos. Neste sufrágio registaram-se 36 abstenções.

Quanto à Assembleia do Livre, órgão máximo entre congressos, foram eleitos 50 representantes através de votação uninominal. A deputada Filipa Pinto foi a candidata mais votada, com 348 votos, superando Patrícia Gonçalves, que reuniu 341.

De acordo com os estatutos do partido, este órgão tem obrigatoriamente uma composição paritária, sendo constituído por 25 mulheres e 25 homens.

Entre as novidades apresentadas pela lista vencedora esteve a divulgação antecipada das funções que cada dirigente pretende assumir. Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto foram propostos para desempenhar as funções de porta-vozes.

Rui Tavares, que ocupou esse cargo nos últimos quatro anos, surge agora em terceiro lugar na lista e deverá assumir responsabilidades nas áreas da estratégia, comunicação e formação.

Outra das alterações passa pela criação do cargo de secretário-geral, destinado à coordenação operacional e gestão da equipa, função que será desempenhada por Tomás Cardoso Pereira.

Durante o congresso, as listas da oposição voltaram a defender mudanças no funcionamento interno do partido, criticando aquilo que consideram ser uma excessiva concentração de poder nos porta-vozes e no grupo parlamentar e apelando a um reforço da democracia interna e da ligação às bases.