A equipa de campanha de Lula da Silva, de 80 anos, acusou a Meta, empresa liderada por Mark Zuckerberg (42), de limitar a divulgação de conteúdos do presidente brasileiro no Instagram, a poucos dias da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 25. A tecnológica norte-americana rejeitou as acusações e atribuiu os episódios a problemas técnicos.
Num comunicado citado pela Agência France-Presse (AFP), a equipa de Lula afirmou que a plataforma impediu o perfil do candidato de promover publicações no feed e que uma publicação da conta oficial sofreu uma interrupção na contagem de visualizações, prejudicando o seu alcance.
A campanha denunciou ainda que, antes da primeira volta, os perfis de Lula e de outros dirigentes de esquerda desapareceram temporariamente dos resultados de pesquisa do Instagram.
Em resposta, a Meta considerou as acusações "simplesmente falsas" e garantiu que os problemas técnicos referidos não afetaram exclusivamente o Brasil nem contas específicas. A empresa afirmou também respeitar as regras eleitorais e estar empenhada em assegurar condições equitativas nas suas plataformas.
A equipa do líder histórico da Meta já apresentou uma queixa junto do tribunal eleitoral contra os alegados bloqueios.
Lula, que procura conquistar um quarto mandato presidencial, vai disputar a segunda volta com o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na primeira votação, Flávio obteve cerca de 47% dos votos, contra aproximadamente 45% do atual chefe de Estado, num resultado que deixou a decisão final para 25 de outubro.

















