O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado anunciou, esta terça-feira (6), o apoio a Flávio Bolsonaro na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras. O anúncio foi feito durante um ato político em Goiânia, que contou com a presença do candidato do Partido Liberal (PL), do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e de outras lideranças políticas.
Caiado terminou a primeira volta em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos, cerca de 2,6 milhões de votos. Com o resultado, ficou fora da disputa presidencial, que será decidida entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o anúncio, Caiado afirmou que decidiu apoiar Flávio por considerar que a escolha está de acordo com a sua trajetória política e com a sua oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT). O ex-governador também afirmou que pretende participar ativamente da campanha durante a segunda volta.
Caiado recordou ainda a sua relação política com Jair Bolsonaro, pai de Flávio. Os dois foram colegas no Congresso Nacional durante mais de duas décadas. Ao justificar a sua decisão, o ex-governador fez elogios ao antigo presidente e voltou a criticar o PT e o atual Governo.
Um dos pontos de maior repercussão do discurso foi a defesa de uma eventual anistia para Jair Bolsonaro. Caiado afirmou que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente, deverá ser tomada uma medida para beneficiar o pai e outros condenados pelos atos relacionados ao 8 de janeiro.
O apoio de Caiado ocorre num momento de intensa movimentação entre os candidatos derrotados na primeira volta. Flávio Bolsonaro procura ampliar a sua base política e conquistar os votos dos eleitores que escolheram outras candidaturas na primeira fase da eleição.
Antes de Caiado, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, que também disputou a Presidência, já tinha declarado apoio a Flávio Bolsonaro. Outras forças políticas de direita e centro-direita também iniciaram negociações para definir a posição que irão adoptar na segunda volta.
Apesar da decisão de Caiado, o PSD, partido ao qual pertence, manteve uma posição de neutralidade na disputa presidencial. A direção nacional da legenda decidiu não apoiar oficialmente nenhum dos dois candidatos e deixou os seus filiados livres para escolherem entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O anúncio em Goiânia também serviu para reforçar a estratégia de Flávio Bolsonaro para a segunda volta. O candidato tem procurado apresentar a eleição como uma disputa não apenas pela Presidência, mas também pela formação de uma base de apoio no Congresso Nacional.
Flávio afirmou que a composição do novo Congresso poderá favorecer a aprovação de mudanças constitucionais defendidas pela sua candidatura. Entre as propostas apresentadas pelo candidato está uma agenda de alterações que, segundo ele, teria como objetivo “redemocratizar o país”.
A segunda volta das eleições presidenciais brasileiras será, assim, disputada entre Flávio Bolsonaro e Lula. A campanha entra agora numa fase marcada pela disputa pelos votos dos candidatos que ficaram pelo caminho e pela tentativa de cada lado de ampliar as alianças políticas antes da votação decisiva.

















