Os materiais de construção continuam mais caros em Angola, embora o ritmo de subida tenha desacelerado de forma acentuada. Em Junho de 2026, o Índice de Preços dos Materiais de Construção aumentou 0,58% num mês e 6,98% em termos homólogos, bastante abaixo dos 15,42% registados em Junho do ano passado.
O aço mantém-se como uma das principais fontes de pressão. O preço subiu 1,27% em Junho e 8,70% num ano. Como representa 28,37% do cabaz do índice, explicou aproximadamente dois terços da subida mensal. O cimento e os aglomerantes, que pesam 29,10% no cabaz, avançaram apenas 0,03% no mês e 4,19% em termos anuais. Já o tijolo registou uma subida mensal de 1,21% e uma variação homóloga de 11,10%.
A desaceleração não significa que construir esteja a ficar mais barato. Significa apenas que os preços estão a subir mais lentamente. Para famílias e empresas, o custo da habitação continua condicionado pelo preço de aço, cimento, blocos e betão, mas também por transporte, energia, financiamento, logística e componentes importados. A evolução dos próximos meses será decisiva para perceber se o alívio observado no primeiro semestre se consolida ou se a aceleração mensal de Junho antecipa uma nova fase de pressão sobre os custos das obras.

















