A Meta está a intensificar o recurso à Inteligência Artificial (IA) para tornar o Instagram ainda mais envolvente, revelou o cofundador e CEO da empresa, Mark Zuckerberg, na apresentação dos resultados do segundo trimestre. Segundo o líder da tecnológica, as melhorias introduzidas no algoritmo de recomendações, tanto no feed como nos vídeos Reels, levaram a um crescimento de dois dígitos no tempo de utilização da plataforma face ao ano anterior.
Zuckerberg explicou que o sistema de recomendações do Instagram passou a ser treinado com um grande modelo de linguagem, alimentado com publicações e vídeos públicos da rede social. O objetivo é permitir que o algoritmo compreenda não só os temas, mas também o tom mais adequado para cada utilizador.
“As nossas recomendações estão a tornar‑se mais personalizadas, apresentando conteúdo mais recente e dando às pessoas mais controlo sobre aquilo que veem”, afirmou Zuckerberg.
O CEO acrescentou que os Reels passaram a combinar “uma inferência mais rápida com uma nova arquitetura que utiliza um histórico mais detalhado do utilizador para melhorar as previsões”.
Segundo o responsável, estas alterações resultaram num aumento de 15 pontos base nas sessões de Instagram, além de maior partilha e mais tempo passado na aplicação.
Zuckerberg sublinhou que a Meta não está apenas a usar IA para lançar novas ferramentas, mas também para transformar profundamente o sistema de recomendação de conteúdos. A empresa tem investido milhares de milhões de dólares em modelos avançados, que agora são aplicados para decidir o que cada utilizador vê no feed e nos Reels.
Com este novo modelo, a Meta pretende que os criadores cheguem a públicos mais amplos, ao mesmo tempo que mantém os utilizadores mais tempo ligados à app e aumenta a interação com publicações.















