A Meta, empresa liderada por Mark Zuckerberg e proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, prepara-se para captar 31,2 mil milhões de euros para financiar a sua aposta na inteligência artificial (IA). A operação, revelada esta segunda-feira, dia 26, em documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), representa um marco na história do grupo tecnológico.
Será o primeiro aumento de capital da Meta desde a sua entrada em bolsa, em maio de 2012. Mas os planos não ficam por aqui: a multinacional pretende lançar um programa adicional de emissão de ações, até um máximo de 60 mil milhões de dólares (53,5 mil milhões de euros), ainda sem calendário definido.
A dimensão da operação já despertou o interesse de três gigantes dos semicondutores. Nvidia, AMD e Broadcom manifestaram disponibilidade para adquirir novas ações, num investimento conjunto que poderá atingir cinco mil milhões de dólares.
A Meta tinha antecipado, na apresentação dos resultados financeiros, a necessidade de mobilizar centenas de milhares de milhões de dólares nos próximos anos para acelerar o desenvolvimento da IA.
Só em 2026, o grupo prevê despesas de investimento entre 135 mil milhões e 145 mil milhões de dólares, sobretudo na construção e expansão de centros de dados.
A estratégia evidencia uma mudança no financiamento das grandes tecnológicas. Depois de anos a suportarem os investimentos com recursos próprios, empresas como a Meta, Google, Microsoft e Amazon enfrentam agora necessidades de capital de uma dimensão sem precedentes, impulsionadas pela corrida à inteligência artificial.














